segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Não escrevo o amor.

Andava destra-ida, perdida em ilusões
tudo tão bagunçado dentro da minha caixinha de amores
Encantada com o calor do sol
como um cego que sente, mas não vê as queimaduras.
Pouco reparei que havia a noite,
quieta e bela assim como você.

Penso em sonhos como algo novo,
quero mais do que transgredir teu corpo.
Vejo minhas complicações e planos
sendo ultrapassadas, arrastadas...
Você está a queima-roupa,
dando golpes, distraindo, exibindo.
E inúmeras vezes partindo.

Consumida de dúvidas,
me perco ao lhe seguir.
Vem e vai, vai e vem, vai...
Nada mais me distrai.

Oh, o faça parar, você tem que parar.
Por favor não me faça declarar.
Sei que é um ato falho,
no momento lhe amar.




P.S : É verdade que lhe quero tanto em minha vida, já não vejo mais saída!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A carta

Você não está aqui,
poucas verdades falou por julgar ser certo.
Medo, culpa, ódio, amor.
Questionamento eterno.
Permanentes em suas palavras.
Eu simplesmente deveria esquecer,
rasgando-a e guardando as magouas.
O problema é quero lhe entender.
Quem sabe conseguir parar de sofrer...
Sabia da explosão, luz e clarão.
Não queria nada além da sua atenção.
Não sei se entendo bem ou mal...
Bem que você deveria saber,
que a verdade muda dependendo de quem ler.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Olhos fechados

Manipulando os fatos, faço de conta que não escuto seus passos.
Vejo você sempre tão apressado, correndo pelo corredor.
Ignorando os motivos tentando me libertar deste odor cheio de dor.
Imagino a lua, tão bela e desvio o meus pensamentos do seu corpo nu.
Fecho as mãos, aperto, sinto as minhas unhas entrar dentro da carne
Você sussurra algo, passa as mãos pelos meus cabelos e meche com meus medos.
Continuo imoveu, me recuso as verdades, não quero ouvir nada.
Então você puto me toca, provoca, me joga e me testa.
Grita forte, me segura pelo braço. “Veja, veja''.
Meu coração acelera, sinto o mundo rodando, começo a me debater em seus braços ''Pare, pare''
Você se acalma, sinto sua respiração bem perto de mim, cara a cara.
Passo minha mão pela sua face, sinto sua expressão triste.
Encosto minha cabeça no seu peito e choro, desabo.
''Abri os olhos, não consigo mais fechar''

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Onde foi que isso começou a me contaminar?

Começa 2010, muitos fazem promessas outros simpatias, eu apenas observo. Penso, me questiono, duvido, escuto os barulhos dos fogos, pessoas levantam e começa o ritual, o ano novo chegou!Sento do lado de fora, olho o céu porém só escuto o barulho dos fogos.
Não sei se entendo bem a vida, me importo em ser alguem que se importe com as coisas só que aos poucos não consigo mais me importar, algo está faltando e eu sei disso, perco a animação para festas de final de ano e não vejo nada a prometer.
Vejo o mundo de uma forma crua, real, confio nas pessoas mesmo sabendo que não deveria, existe coisas que devemos guardar e nunca falar, essas verdades me fazem pensar que estou mais do que na hora de mudar. Sou impulsiva, me sinto incompetente por não realmente me alegrar e querer comemorar.
Saúde, amor, paz, dinheiro e tudo o que eu consigo escutar, pessoas se abraçam. Por que eu também não consigo querer desejar? Não tenho mais aquela alegria ingenua de antes, sinto falta de verdade. Tenho medo de me transformar em um chata, acho que por isso comemoro e abraço todos também. Eu não sou infeliz ou contrario, adoro as coisas que tenho feito e faço, só perdi a magia desses rituais.
Porém não me preocupo, ainda há tempo para resgates...