Não era um ipê.
Era belo, branco.
Mas não era o ipê.
O ipê não viveria mais de 15 dias.
As flores no lugar de cair só aumenta.
Não é um ipê.
É uma arvore desconhecida.
Bela, muito mais forte que o ipê.
Para a desconhecida arvore branca
me entrego.
Me integro, me apaixono.
Não busco mais o ipê.
Só motivos,
para na rua da arvore branca passar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
'Estou respirando vida
'Assim como você me ilumina com teu ponto de vista. Agora estou pintando cada quadro repleto de expectativas, pois ninguem mais jamais me fez sentir desse jeito'
Ainda bem que tenho o kung fu e que algumas pessoas existem =D
A sexta feira foi linda *-*
Ainda bem que tenho o kung fu e que algumas pessoas existem =D
A sexta feira foi linda *-*
sábado, 11 de setembro de 2010
A caminhada.
Prosseguindo sem pensar no fim. O que realmente importa é a caminhada, como você anda ao decorrer das ruas, como sobrevive a próxima esquina. Correndo olhando para frente ou andando lentamente olhando o asfalto, caminhar nem sempre é fácil.
Existe dias, como esse, que tudo o que se mais quer é parar. Colocar as mãos em cima dos joelhos flexionados, olhar para baixo e respirar ofegantemente. Não dar mais um passo, não ter que criar soluções para obstáculos ou ter responsabilidades. Só que não se pode parar. Mesmo que pare de andar a caminhada irá continuar, mesmo sem você.
Desejamos com toda exaustão encontrar um atalho que nos leve a avenida procurada. Só que os atalhos muitas vezes tem o caminho muito enganoso, e quando percebe não era bem um 'atalho'.
Aos poucos percebe que é assim que prosseguimos, magoando e sendo magoado, dando um passo de cada vez, escrevendo uma linha de cada vez, resolvendo e criando problemas, sorrindo e fazendo sorrir.
É uma ilusão aos outros querer iludir, o que passou, passou. Não se pode apagar a caminhada. Só resta se buscar pelas ruas, arriscar e viver mais a cada passo. O final pouco importa, será apenas uma breve conclusão de toda a jornada. Então não escute se falarem para ti que isso passa, talvez passe mesmo mas o que importa é que agora é eterno. Prossiga da melhor forma possível, levante quando cair, se supere, respire fundo e continue a caminhar.
Existe dias, como esse, que tudo o que se mais quer é parar. Colocar as mãos em cima dos joelhos flexionados, olhar para baixo e respirar ofegantemente. Não dar mais um passo, não ter que criar soluções para obstáculos ou ter responsabilidades. Só que não se pode parar. Mesmo que pare de andar a caminhada irá continuar, mesmo sem você.
Desejamos com toda exaustão encontrar um atalho que nos leve a avenida procurada. Só que os atalhos muitas vezes tem o caminho muito enganoso, e quando percebe não era bem um 'atalho'.
Aos poucos percebe que é assim que prosseguimos, magoando e sendo magoado, dando um passo de cada vez, escrevendo uma linha de cada vez, resolvendo e criando problemas, sorrindo e fazendo sorrir.
É uma ilusão aos outros querer iludir, o que passou, passou. Não se pode apagar a caminhada. Só resta se buscar pelas ruas, arriscar e viver mais a cada passo. O final pouco importa, será apenas uma breve conclusão de toda a jornada. Então não escute se falarem para ti que isso passa, talvez passe mesmo mas o que importa é que agora é eterno. Prossiga da melhor forma possível, levante quando cair, se supere, respire fundo e continue a caminhar.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
'Meu amor de versos perdidos'
A vida é rara, estou aos poucos conseguindo entender isso melhor.
Hoje o dia vai ser bom, tem teatro. Seria tão bom ver algumas pessoas lá =)
Tenho que estudar, resolver logo isso.
Tenho sorte, de conhecer alguém assim.
Hoje o dia vai ser bom, tem teatro. Seria tão bom ver algumas pessoas lá =)
Tenho que estudar, resolver logo isso.
Tenho sorte, de conhecer alguém assim.
p.s: Se olhar bem vai ver um ipê lá no fundo ;)
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
'O que eu sinto por você, vai além do que faz sentido'
Já que não posso lhe ver todos os dias, vejo o ipê.
Tantas coisas a fazer...não dá pra ficar só pensando em ti.
Melhor não ficar falando demais sobre isso. No fim tudo vai se acertar.
=)
Tantas coisas a fazer...não dá pra ficar só pensando em ti.
Melhor não ficar falando demais sobre isso. No fim tudo vai se acertar.
=)
sábado, 4 de setembro de 2010
Encontrando o ipê branco.
Sempre soube que ele existia, como sei que marte existe. Só que nunca havia visto, sentindo sua presença, entendido que é real e que realmente poderia aparecer um para mim. Sempre amei o ipê branco, mesmo sem a certeza de seu existência, e quanto mais o medo e a dúvida crescia de nunca conseguir encontra-lo o amava mais e mais, como um amor que se alimenta da saudades de tudo que ainda não vivi. Talvez seja estranho amar algo que não se tem, que não seu viu, mas o ipê me transmitia uma paz inexplicável, me deixava uma ânsia de poder lhe encontrar na próxima rua. A cada semana sentia estar chegando bem perto dele, essa sensação foi o que me nutriu durante os meses que se passava.
Quando finalmente me cansei de procurar (mas ainda acreditando que ele existia), resolvi que se ele quisesse aparecer não ia ser necessária eu continuar a buscar, pelo menos aquele semana eu havia vestido uma proteção, caso as coisas continuassem a não dar certo ou estacionadas eu não teria nem uma expectativa, assim não poderia me decepcionar.
Mas a vida é uma loucura, e quando você menos espera as coisas começam a acontecer. Dia 31, terça-feira. Você me diz : 'Vamos? Acho que vi ele da janela, deve estar por aqui'. Alguém também indiretamente buscava o ipê, resolvi o acompanhar nessa busca. Ele olhava pra frente eu pra trás, ele pra direita eu pra esquerda, nada do ipê branco. Provavelmente aquela busca não ia dar em nada o sol já estava muito quente e então resolvemos parar a busca. Ele parecia decepcionado, eu estava feliz só por conhecer alguem que também buscava o ipê.
Descemos a rua, eu pensava em coisas sem muita importância e ele continuava a olhar em volta.
Ele começo a sorrir e me disse: 'Olha ali está ele, sabia que não estava ficando louco'. Comecei a olhar na direção indicada, de primeira não vi, depois de alguns instantes percebo que o ipê estava do outro lado do muro, provavelmente dentro da casa de alguém. Estava meio distante, mas era belo, tão belo. Agora eu o via e o amava mas ainda, pois o vi como ele realmente era. E o ipê era sensível, branco que parecia estar coberto de neve no meio daquele calor que nem era mais tão infernal. O que senti não se pode explicar, não existe palavras pra descrever. Agora estou tentando toca-lo, ultrapassar o muro, só que sem pressa. Darei o tempo que o ipê branco precisar para finalmente poder o ter e lhe falar todas as coisas que já ensanhei.
Quando finalmente me cansei de procurar (mas ainda acreditando que ele existia), resolvi que se ele quisesse aparecer não ia ser necessária eu continuar a buscar, pelo menos aquele semana eu havia vestido uma proteção, caso as coisas continuassem a não dar certo ou estacionadas eu não teria nem uma expectativa, assim não poderia me decepcionar.
Mas a vida é uma loucura, e quando você menos espera as coisas começam a acontecer. Dia 31, terça-feira. Você me diz : 'Vamos? Acho que vi ele da janela, deve estar por aqui'. Alguém também indiretamente buscava o ipê, resolvi o acompanhar nessa busca. Ele olhava pra frente eu pra trás, ele pra direita eu pra esquerda, nada do ipê branco. Provavelmente aquela busca não ia dar em nada o sol já estava muito quente e então resolvemos parar a busca. Ele parecia decepcionado, eu estava feliz só por conhecer alguem que também buscava o ipê.
Descemos a rua, eu pensava em coisas sem muita importância e ele continuava a olhar em volta.
Ele começo a sorrir e me disse: 'Olha ali está ele, sabia que não estava ficando louco'. Comecei a olhar na direção indicada, de primeira não vi, depois de alguns instantes percebo que o ipê estava do outro lado do muro, provavelmente dentro da casa de alguém. Estava meio distante, mas era belo, tão belo. Agora eu o via e o amava mas ainda, pois o vi como ele realmente era. E o ipê era sensível, branco que parecia estar coberto de neve no meio daquele calor que nem era mais tão infernal. O que senti não se pode explicar, não existe palavras pra descrever. Agora estou tentando toca-lo, ultrapassar o muro, só que sem pressa. Darei o tempo que o ipê branco precisar para finalmente poder o ter e lhe falar todas as coisas que já ensanhei.
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