segunda-feira, 22 de novembro de 2010

'Amores serão sempre amáveis'

Você está em tudo, vejo seus pedaços espalhados pelas ruas, sua presença em cada pequeno espaço que eu insisto em passar. Nessa loucura de lhe ter vinte e quatro horas, mesmo sem lhe ter, vou alimentando esse amor. Amor que não consigo pensar em abandonar, mesmo que você não o corresponda, não tenho coragem de o deixar. Ele é belo, sincero, fecho os olhos e vejo nós, indo almoçar, andando sem rumo, só para ter mais tempo pra conversar. Eu parada em frente ao seu carro e você chegando com um sorriso bobo, o mesmo discurso que é sempre bom ouvir.


Sei que as pessoas vem e vão em nossas vidas, e está perto de você ir...mas como esquecer o seu olhar, quando ouviu o meu coração falar. Sentir o seu rosto enquanto espalho o protetor solar, que amigo vai me ligar, só pra chamar pra andar? São muitas coisas pra esquecer!

Até quando esse amor fere, esse amor fica paliativo, mesmo assim ele me da prazer apesar dos pesares. Só uma coisa que lhe peço, não fique triste, não sofra. Aceito a condição de no final do mês você ir, aceito ficar só com as lembranças e sua letra, aceito me tornar ridícula por tanto aceitar. Mas seja feliz, seja livre como és, pois assim quem sabe um dia nossa estrada possa de cruzar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Posso escrever os versos mais tristes esta noite

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pessoa

A única certeza que tenho agora é que
Você é a pessoa mais incrível do mundo.
Isso me assusta., talvez pela grandeza.
Por sair completamente do meu controle,
algo que não sei onde vai parar.

A única certeza que tenho agora é que
Quero você, quero sentir seus sentidos,
pra enfim dizer que somos um.
Não importo com quem você se deita,
não é isso que me causa tanta dor.
O fato é que não posso acreditar
que eu possa amar outro como você.

Seja quem for que você se deite,
apenas espero que que aceite o meu amor.