domingo, 23 de janeiro de 2011

Inteiro.

Invada o meu silêncio, mas não me faça promessas.
Deixe suas palavras em cima da mesa e venha.
Apenas fique aqui, onde nada consegue ficar.
Burle a barreira que se funde com minha pele.
Quebre com os dentes essa fechadura;
Observe a minha luta, em sangue e agua.
Veja como estou no chão, esquecida.
Sim, assim tu me deixou, mas não diga...
Não quero promessas, só venha depressa!

Me liberte do nosso elo terrestre, carrega-lo espiritualmente já pesa o bastante.
Desculpo você mil vezes, amo você de todas as maneiras.
Porém já me basta meu anjo, terei de ir...assim que vier para me libertar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Se mantenha equilibrado.

Vá para a sua bela montanha
Construa seu castelo de areia
Seja o animal que finge ser
Viva como um belo monge
Que desconhece o equilíbrio
Personifique a felicidade,
Se iluda com a falsa liberdade

Extremismo é perigoso,
eu sei que você sabe.
Bondade ou maldade,
o extremismo não faz distinção!

Viva toda essa sua falsa liberdade,
Mas saiba que só a felicidade
quando se equilibra toda essa infelicidade.

Vou rezar por você meu amigo,
que consiga manter a fé quando a dor vier.
Que seja um eterno equilibrista,
em sua busca infinita.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não sei falar sobre o que sinto, no verbo sentir se cabe tantos verbos, onde todos me parecem bem superficiais perto do que sinto. Sinto que vou morrer por viver morrendo de amor, sinto que não conseguirei ajudar você e nem a mim. Sinto que vamos sentir muito, sinto que não sentes isso também. Sinto o cheiro do medo, sinto as duvidas e o sopro da esperança. Sinto que estou melhorando ao menos tentando. Sinto que vou fraquejar, como tenho feito inúmeras vezes. Sinto que nada disso vai fazer sentido...
Meu coração está ardendo tanto, procurando decifrar o que sinto. Será que tudo isso é inevitável?