terça-feira, 9 de março de 2010

Meu conto.

Sigo a estrada infinita por cima dos trilhos,
Correndo, tentando me equilibrar
Uma alma que já não sabe mais onde está

Não lhe amo, nem desejo
Muitas vezes nem o percebo.
Anseio por o final do 'clímax'.
Me perco e me encontro em frações de segundos
O tempo está acabando, a roleta será girada
Por que não consigo lhe ver como meu amado?
Será que meu desfecho desejado está errado?
Coração inquieto, confunde a razão
Será que existe uma solução?
Ninguém ganha totalmente, então por que é possível perder completamente?
Estou cada dia mais insistente
Tenho medo de acabar carente ou auto-suficiente.
Nessa agonia, almejo alivio imediato.

Lembro que um dia já quis virar o mundo de ponta cabeça
Hoje só quero que ele cresça...
Se transforme em poesia,
Tentando descrever a magia
Ao terminar outro verso ao ver a luz do dia.

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