quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Confusão nítida

Chuva que cai, e me trai.
Recaí em mim esperanças já tão perdidas.
Nelas guardo aquele sonho ainda tão fresco, simples.
Cores, sorrisos e palavras embaralhas.
Pouco me recordo, a chuva...
Eu e você e aquele mesmo lugar
Deveria te encontrar?
E lhe contar tudo?
Encarar meu medo sem desespero?
Me livrar do peso desse segredo.
Conflitos demais!
O calor aumenta e me tenta.
A chuva se cala, vejo nitidamente tudo.
Não quero paz, apenas quero você.

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